NÃO DEIXE A VIDA PASSAR!

Em 23 de março de 2009 | Por MadaFoka | Publicado em Opinião |

tempo-21Voce é daqueles que tem preguiça de ir em grandes shows internacionais?  Eu também!
E por causa desse comodismo, deixei de ver o U2 , Radiohead , Rolling Stones , Rock in Rio , e tantos outros.

À primeira vista, parece ser completamente irracional sair disputando ingressos, comprando passagens aéreas, reservando hotel ,  enfrentando filas gigantes e esperando por horas num estádio, só pra ver uma banda tocar por 2 horas.
Mas por tras de todo esse sacrifício, tem vários aspectos positivos.

Tomando por exemplo minhas amigas gaúchas, Julia e Guadalupe, que se abalam de Porto Alegre a São Paulo ou Curitiba, cada vez que tem um desses grandes eventos, surgem N motivos pra enfrentar a maratona:

As redes sociais nos proporcionaram a facilidade em fazer amigos longe de casa. Eu mesmo ja os visitei em São Paulo, Porto Alegre e quase fui ao Rio esse fim de ano. Também alguns vieram para Curitiba me visitar.
Só essa oportunidade de trazer os amigos do mundo virtual para o real , sair badalar , ir a um show juntos e conhecer as cidades , ja vale à pena.
Sem contar o fato de poder dizer o resto da vida: eu estava lá!

Chega de preguiça. Chega de procrastinar. Claro que existem prioridades, mas programando com antecedencia, dá pra participar de vários desses eventos. Afinal o tempo não para, e alguns artistas jamais regressam ao nosso país.

E isso não se aplica somente a shows. Tantas coisas deixamos passar por preguiça, comodismo ou conformismo.
Sempre vale a pena fazer as coisas. Ou ao menos tentar. Pior é deixar de fazer.

Por meses adiei a ida ao #ebc (encontro de blogueiros curitibanos), afinal nem blogueiro eu era. Mas bastou ir ao primeiro, para fazer varias amizades, e tornar o encontro semanal um hábito.

Por isso, mesmo não sendo fã do Oasis, acho que vou encarar a aventura. E os amigos de Twitter, euPodo , Coliseu, Msn e outras redes, que vierem a Curitiba, serão bem recebidos.a-vida-e-curta3

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ALIMENTE SEU CÉREBRO!

Em 16 de março de 2009 | Por MadaFoka | Publicado em Opinião |

feed-your-brain Diariamente suprimos nosso cérebro com informações. Nesses tempos modernos, a quantia de novos dados é absurda, e vem de diversas fontes simultaneamente. Mas e a qualidade?
A cada ano que passa, mais as pessoas se nivelam por baixo, e a massa fica mais parecida, homogeneizada.

Sempre comentei o fato de que em nossa cidade natal, temos um referencial que nos permite , com pouca margem de erro, olhar para uma pessoa, ou trocar meia dúzia de palavras, e saber a que classe social social ou grupo ela pertence.
Pela aparência, vocabulário, postura  e roupas , voce sabia se estava diante de alguém rico, pobre, mediano, culto, medíocre, “maloqueiro” , nerd, educado,  “filhinho de papai” , e tantas outras definições.
Óbvio que eu que sou de Curitiba, não poderia usar essas referências na Bahia por exemplo, onde tudo é diferente do meu dia a dia.

Mas isso é passado. Essa diferença que já foi nítida, está cada vez mais imperceptível. Principalmente entre os jovens. E o pior: estão se equiparando pelos modelos inferiores.
Não me entra na cabeça que adolescentes classe média, de escolas particulares, de casa com piscina, com notebooks próprios desde os 13 anos, e todo o conforto que o status permite, se vistam igual ao chamados “vileiros” ,com boné e capuz por cima, c0m roupas enormes e correntes chamativas, e o pior: que a cada frase, falem 3 vezes “tá ligado?”  “fiquei bolado” , “é treta” ou “sóóóó”

Não é preconceito. É pura desilusão.
Antigamente as pessoas tinham orgulho de serem  diferentes. De serem mais cultas ou mais favorecidas.
O que se ve hoje, é que não se pode ser bem vestido, falar corretamente, ler muito,tirar boas notas, se esforçar e ser bem educado, sob pena de ser discriminado pelo grupo. É a inversão de valores.

O Shopping Center no domingo é uma experiência assustadora. São vários grupos de jovens querendo ser diferentes, e que acabam sendo iguais. O gel nos cabelinhos espetados dos rapazes é obrigatório, sejam emos, vileiros, pagodeiros ou outros “eiros” . As roupas e atitudes agressivas também fazem parte do conjunto.
Nas portas, os seguranças sofrem para barrar a entrada desses grupos, que fazem arruaças, furtam e intimidam, de uma maneira que o shopping não seja acusado de discriminação.

Claro que existe a minoria que vai contra toda essa bobagem, que dá valor ao conhecimento, à educação, à civilidade, e à individualidade.Mas porque é minoria? Porque tantos se vestem como rappers americanos? Alias, porque se ouve rapp americano, que só fala em violência, tratar mulher como lixo, xingar a polícia, e pendurar jóias enormes e de mau gosto no pescoço?  Em que momento a nossa sociedade começou a idolatrar esse tipo de lixo?

Eu não quero isso pra minha vida.
Eu quero um presidente culto, que sirva de modelo , que me de orgulho de ser brasileiro.
Eu quero uma juventude que não tenha vergonha de de ser bem nascida, e que aproveite bem esses recursos.
Eu quero uma juventude que mesmo vindo de lares mais pobres, tenham sede de progredir pelo esforço e pela educação.
Eu ver gente que faça diferença. Que seja referência. Que não seja um american “gangsta” o copiado.
Eu quero que todos nos preocupemos em alimentar nossos cérebros com conteúdo selecionado, de qualidade.

Eu quero demais??brain_fuckthumbnail

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CASAIS MODERNOS

Em 10 de março de 2009 | Por MadaFoka | Publicado em Life Style |

anel-nerd

Todo relacionamento que começa, nos impõe a busca de um equilíbrio entre as diferenças que todos temos, de educação, de cultura, de costumes e de gostos.

Até alguns anos atrás, não entrava nessa equação o grau de relação com a modernidade de cada um. Não existiam videogames, celulares sofisticados, mp3 players , câmeras digitais, pendrives, e principalmente: A Internet!

Todos esses maravilhosos aparelhinhos, que chamamos de gadgets, vieram para competir por nossa atenção. Mas nada se compara com a rede.
A world wide web, veio para agradar a todos de alguma maneira. Voce pode passar horas navegando, lendo notícias, pesquisando, vendo pornografia, piadas, vídeos , músicas, e por aí vai.
Se voce é do tipo que gosta de interagir então… As redes sociais estão aí pra te deixar conectado com centenas de pessoas. Mesmo os tímidos, os curitibanos com seu jeito fechado, os do tipo ermitão, soltam o verbo nessas redes. Seja no Orkut, MSN , Twitter, Facebook , Skype, Flickr, e tantos outros.

A pergunta é: Como fica a vida conjugal nesses tempos?
Temos 3 situações diversas: os dois detestam tecnologia, os dois adoram tecnologia, e a pior situação: somente um dos dois adora tecnologia. Aí começam os problemas.

Como explicar para o seu conjuge o quanto voce preza as horas que passa na internet. O quanto voce ama seu novo iPod de 160gb , o seu iPhone , o seu notebook? O porque vc deixou de comprar um algo para a casa e comprou outro gadget? Como levá-lo num encontro de blogueiros e deixá-lo completamente deslocado nos assuntos correntes?
Existe também o perigo que as redes sociais oferecem aos casamentos menos sólidos. Na net, as pessoas se soltam, falam coisas que não falariam pessoalmente (pelo menos não tão rapidamente), te pesquisam e te seduzem com algo fora da rotina.

Por sorte tenho um casamento em que os dois tem muita afinidade com a vida online. Fazemos tudo juntos, compartilhamos os gostos pelos eletrônicos, participamos das redes sociais, adoramos comprar um novo notebook, um novo iphone, descobrir novos sites, novas redes sociais,jogar Wii. Pena que tudo tem que ser em dobro.
Só tomamos o cuidado de não extrapolar demais no tempo na net. Afinal a função principal de um casamento está dentro de casa e não la fora. Mesmo assim ocorrem situações bizarras de se comunicar por Twitter ou SMS dentro do mesmo apartamento, ou perder o sono e ficar na web pelo iphone, na cama.

E voce?
Como é sua relação com essa modernidade toda?
E como seu parceiro participa dessa parte de sua vida/personalidade?img_0001morretes-027

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FUJA DO PAGODE!

Em 5 de março de 2009 | Por MadaFoka | Publicado em Opinião |

figura11Se voce faz parte daquela parcela da população que gosta de pagode, e que vai em um barzinho temático pra curtir o esse gênero musical, tudo bem. O gosto é o regalo da vida…

Mas se assim como eu voce não suporta esses pagodes do tipo Belo , Inimigos da HP , Soweto, Só Pra Contrariar, etc… Tenha uma coisa em mente: nunca entre em um estabelecimento comercial que usa pagode como som ambiente.

É sério!
Faz muito tempo que venho reparando nisso.
Todo barzinho, pizzaria, sorveteria,lanchonete ou loja em que entrei e estava tocando pagode, seja nas caixinhas de som ou num telão, foi furada.As explicações mais prováveis são:

O proprietário está ausente e está tudo na mão dos funcionários.
O proprietário tem mal gosto.
O lugar é voltado pra fã de pagode.
Não se preocupam com uma neutralidade mais agradável.

Não sou nenhum radical de gosto bitolado. Tem tanta mpb boa pra tocar, tanto blues, rock, lounge, balada, samba  e tantos outros gêneros, mais universais na aceitação e menos repelentes.

Tenha em mente o seguinte: se o estabelecimento não se importa em ser agradável nas musicas que oferece aos seus clientes, também não  terá  preocupação com o preparo e apresentação dos pratos, na limpeza do ambiente e no atendimento ao cliente.

Sempre que está calor, procuro algum barzinho que sirva chopp Brahma.
Na praia, escolhi um quiosque chamado Bora Bora, que parecia tão simpático. Com esse nome, deveriam tocar reggae,ou ska. Não. Tocavam pagode no telão. Resultado: atendimento ruim e chopp em copos plasticos descartáveis.
Em Porto Alegre, quiosque na beira da “praia” mesma coisa. Pagode, mesas de plastico, copos de plastico, chopp em falta.
Sorveteria em Curitiba: tocando pagode. Fita isolante em cima da maioria dos sabores, que acabaram. Sorvete em copo descartável de água. Claro que vai falir esse mes.

Resumindo: se o bar não é pra pagodeiro, tipo o Original aqui em Curitiba, onde voce sabe que só toca isso e só vai quem gosta, fuja correndo, pois voce vai se arrepender.

nopagode1

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ÉTICA.

Em 3 de março de 2009 | Por MadaFoka | Publicado em Opinião |

etica3Após falar sobre a imigração, suas falhas, seus prós e contras,e receber diversos comentários, quero falar sobre a dualidade da ética do brasileiro.

Todos gostamos de apontar as falhas do sistema,a corrupção das instituições,a complacência das autoridades com os mais abonados,a falta de ética dos políticos, a cobrança de propinas pelos fiscais de órgãos públicos e principalmente o roubo de qualquer coisa.
Até aí esta tudo certo. Não poderia ser diferente. Mas é!
Quando a situação é conosco, ou com algum parente ou amigo próximo, vestimos a carapuça do jeitinho, do quebra galho, do “eu conheço alguém que resolve” , do “meu caso é diferente”

  • Quem não prefere dar um dinheiro pro guarda de transito do que ser multado, ou até ter a carteira cassada?
  • Quem não adora apelar pra um pistolão pra resolver um alvará que não sai, um processo que não anda, uma certidão que demora?
  • Quem não acha que bebeu só “uns chopps” e está em condição perfeita pra dirigir?
  • Quem não prefere ser achacado por um delegado, do que deixar um filho preso?
  • Quem não baixa milhares de músicas,filmes, e softwares, sem achar que está roubando propriedade de ninguém?

Pois é… Aqui surge uma questão difícil de resolver. Eu sei que está errado. Eu não quero que os outros façam. Mas eu quero fazer algumas dessas coisas.
Então fica bem difícil consertar o país. Começa por nós. Mas convenhamos que sem baixar coisas de graça na net, sem poder tomar uns 2 chopps e dirigir, e sem poder usar os contatos pra ter alguma vantagem, a vida fica bem mais monótona.etica13

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Imigrantes

Em 28 de fevereiro de 2009 | Por admin | Publicado em Opinião |

homem a partirUma coisa tem me chamado muito a atenção em Curitiba:

A quantidade de imigrantes que aqui se instalam semanalmente.

Longe de qualquer preconceito, vou falar dos chineses, com quem tenho tido contato mais direto.

Tenho uma metalúrgica, e mensalmente sou procurado por clientes chineses que estão abrindo restaurantes populares no sistema de buffet.

Eles sempre chegam em grupos de 4 ou 5 pessoas, dos quais apenas um fala um pouco de portugues. Vem encomendar fogões especiais, bandejas em inox, coifas e demais utensílios.

O que me chama a atenção é a rapidez com que se instalam no país.

Antes de aprender algo do idioma e da cultura local, ja estão trabalhando e abrindo novos negócios.

Procuram sempre o menor preço, pagam em dinheiro, costumam fornecer material e pagar somente pela mão de obra, e sempre tem urgência. E assim que inauguram um, ja trazem mais parentes e conhecidos para recomeçar novamente.

Isso me faz pensar:

Como é fácil se instalar e trabalhar no Brasil.

Como são abertas nossas fronteiras.

Como é falho nosso controle sobre quem entra, quem sai, quem trabalha, quem fica para sempre…

Me pergunto:

Será que se voce, amigo internauta, desembarcar na China ou em qualquer outro país fora da América Latina, consegue entrar sem problemas no país?

Consegue trabalhar imediatamente sem ser importunado por nenhum órgão fiscalizador?

Consegue abrir seu proprio estabelecimento em meses?

Consegue não ter que se apresentar a autoridades de imigração?

Consegue ficar o quanto desejar,sem ter que casar por interesse, nem se naturalizar?

Não né! La fora as coisas são levadas a sério.

Não tenho nada contra imigrantes. Todos deveriam ter o previlégio de poder morar em outros países quando quisessem, trocar experiências, tentar a sorte. E aqui estou falando especificamente de pessoas que entram legalmente no país, que vem para trabalhar honestamente e sustentar suas famílias.

Mas sou sempre a favor da reciprocidade das coisas.

Devemos tratar como somos tratados.

Devemos impor leis, normas e restrições iguais às que nos são impostas. Ou exigir que nos dêem essa mesma liberdade em outros países.

Passaram-se décadas desde a criação da Praça da Alegria original, que virou o infame A Praça é Nossa. Mas a personagem interpretada pela Kate Lyra continua atual. É uma que falava com sotaque americano: “Brasileiro é tão bonzinho… “

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