ALIMENTE SEU CÉREBRO!
Diariamente suprimos nosso cérebro com informações. Nesses tempos modernos, a quantia de novos dados é absurda, e vem de diversas fontes simultaneamente. Mas e a qualidade?
A cada ano que passa, mais as pessoas se nivelam por baixo, e a massa fica mais parecida, homogeneizada.
Sempre comentei o fato de que em nossa cidade natal, temos um referencial que nos permite , com pouca margem de erro, olhar para uma pessoa, ou trocar meia dúzia de palavras, e saber a que classe social social ou grupo ela pertence.
Pela aparência, vocabulário, postura e roupas , voce sabia se estava diante de alguém rico, pobre, mediano, culto, medíocre, “maloqueiro” , nerd, educado, “filhinho de papai” , e tantas outras definições.
Óbvio que eu que sou de Curitiba, não poderia usar essas referências na Bahia por exemplo, onde tudo é diferente do meu dia a dia.
Mas isso é passado. Essa diferença que já foi nítida, está cada vez mais imperceptível. Principalmente entre os jovens. E o pior: estão se equiparando pelos modelos inferiores.
Não me entra na cabeça que adolescentes classe média, de escolas particulares, de casa com piscina, com notebooks próprios desde os 13 anos, e todo o conforto que o status permite, se vistam igual ao chamados “vileiros” ,com boné e capuz por cima, c0m roupas enormes e correntes chamativas, e o pior: que a cada frase, falem 3 vezes “tá ligado?” “fiquei bolado” , “é treta” ou “sóóóó”
Não é preconceito. É pura desilusão.
Antigamente as pessoas tinham orgulho de serem diferentes. De serem mais cultas ou mais favorecidas.
O que se ve hoje, é que não se pode ser bem vestido, falar corretamente, ler muito,tirar boas notas, se esforçar e ser bem educado, sob pena de ser discriminado pelo grupo. É a inversão de valores.
O Shopping Center no domingo é uma experiência assustadora. São vários grupos de jovens querendo ser diferentes, e que acabam sendo iguais. O gel nos cabelinhos espetados dos rapazes é obrigatório, sejam emos, vileiros, pagodeiros ou outros “eiros” . As roupas e atitudes agressivas também fazem parte do conjunto.
Nas portas, os seguranças sofrem para barrar a entrada desses grupos, que fazem arruaças, furtam e intimidam, de uma maneira que o shopping não seja acusado de discriminação.
Claro que existe a minoria que vai contra toda essa bobagem, que dá valor ao conhecimento, à educação, à civilidade, e à individualidade.Mas porque é minoria? Porque tantos se vestem como rappers americanos? Alias, porque se ouve rapp americano, que só fala em violência, tratar mulher como lixo, xingar a polícia, e pendurar jóias enormes e de mau gosto no pescoço? Em que momento a nossa sociedade começou a idolatrar esse tipo de lixo?
Eu não quero isso pra minha vida.
Eu quero um presidente culto, que sirva de modelo , que me de orgulho de ser brasileiro.
Eu quero uma juventude que não tenha vergonha de de ser bem nascida, e que aproveite bem esses recursos.
Eu quero uma juventude que mesmo vindo de lares mais pobres, tenham sede de progredir pelo esforço e pela educação.
Eu ver gente que faça diferença. Que seja referência. Que não seja um american “gangsta” o copiado.
Eu quero que todos nos preocupemos em alimentar nossos cérebros com conteúdo selecionado, de qualidade.
Eu quero demais??![]()


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