Quando Fazer Tudo Certo Não É Suficiente
Em 7 de julho de 2010 | Por MadaFoka | Publicado em Opinião |
Sempre que vejo algum bar, restaurante, ou confeitaria novos, torço pelo sucesso do empreendimento. Mas em muitos casos isso não acontece.
Quem nunca reparou num novo barzinho, bem localizado, com visual impecável, cardápio bem elaborado e com preços justos, e que 3 meses depois fecha as portas por falta de movimento?
É claro que existem muitos estabelecimentos abertos “nas coxas” e que já nascem fadados ao fracasso. Desses nem vou falar.
Por outro lado, existem muitos negócios que não tem nada de extraordinário, não oferecem nada fora do normal, e as vezes nem tem um bom atendimento, mas que inexplicavelmente são sucesso imediato e duraouro. Mesmo em Curitiba, onde a vida média de um novo bar de sucesso é de apenas 2 anos.
Como explicar essas diferenças? Sorte? Oportunidade? Relacionamento? Não sei ao certo. O que sei é que pessoas investem 100, 200, 300 mil reais num sonho, e que muitas vezes ele vira um pesadelo em pouco tempo.
Quanta gente fica o dia todo pensando em como ganhar dinheiro, como inventar um produto, como ter aquela idéia original que vai mudar a sua vida.
Pois bem. Eu tive uma dessas idéias, por puro acaso: A tal da Eco-Chapa.
Ao me deparar com um fogareiro a álcool de projeto americano,e com uma eficiência impressionante, corri comprar pinhão, coloquei uma chapa por cima, e fiquei boquiaberto com o resultado. No mesmo dia fiz um suporte para esse conjunto e levei para casa. De repente eu tinha em mãos um “fogão a lenha” pequeno, movido a álcool, dentro do apartamento. Fiz pinhão na chapa, polenta na chapa, picanha, linguiça, pão com manteiga chapeado, legumes com shoyo…
Imediatamente achei que tinha achado o produto que me deixaria rico.
Isso foi numa sexta. Na segunda feira eu ja tinha o projeto, o nome, o site, a logo, e mandei produzir 10 peças. Na sexta mais 50 peças, já devidamente padronizadas. Fiz etiquetas resinadas para personalisar a peça, adicionei uma espátula de brinde ao conjunto, e encontrei uma boa embalagem.
Ao meu ver eu fiz tudo certo: produto inovador, eficiente, compacto e de qualidade. Divulguei no twitter, fiz folders bem elaborados, site, mandei email pros amigos.
E estou vendendo até que bem. Quem vê funcionando fica admirado. Quem compra usa e dá retorno elogiando um monte. Isso é ótimo e faz bem pro ego.
Eu acho que fiz tudo certo. Mas já vi que não é dessa vez que vou ficar rico.
Penso que o preço seja um limitador. E não há como baixar os custos sem comprometer a qualidade e eficiência. Isso dificulta a venda para lojas, que colocariam um sobrepreço muito alto. E vendendo direto ao consumidor o processo é lento e trabalhoso.
Mas aí vem aquela parte misteriosa…
Tudo vende! Coisas caras vendem. Coisas de qualidade duvidosa vendem.Até aquelas cameras digitais de quinta categoria vendem aos milhares pela TV.
Qual será o “mojo” que falta para que eu também venda milhares de unidades?
Não tenho pressa, sei que venderei tudo que produzir, e não tive um investimento inicial alto, por já ter todas as máquinas usadas na produção. Mas preciso descobrir qual é o “pó de pirlimpimpim”que falta para as vendas decolarem.
Afinal não consigo deixar de pensar nos empreendedores que apostaram todas as suas fichas em uma empreitada que não deu certo, e que muitas vezes nem conseguem descobrir por que.
Aproveitando o espaço, se quiser saber mais sobre a Eco-Chapa da qual estou falando, visite a HomeSteel



Tem muita gente que critica o Twitter, e resiste a participar dessa maravilhosa rede social por puro preconceito e desinformação.
Eu e minha esposa estamos no nosso 4º iPhone. E como a maioria dos nossos amigos nerds e twitteiros também tem smartphones, nós nem nos damos conta do quanto ele nos é útil, e do quanto ficamos dependentes dele.
Todos os anos vejo pelas redes sociais um monte de pessoas que bradam aos 4 ventos que odeiam o natal.
Falar sobre a mentira é bem complicado.
Eu tenho um defeito:
Não há como negar que as redes sociais vieram pra ficar.
Tenho pena das crianças de hoje em dia.
Aos 44 anos, não quero me chamar de velho, mas também não sou mais um jovem.

